Depois do anúncio do aumento do prazo de 30 para 35 anos para o financiamento imobiliário, A Caixa Econômica Federal tem a expectativa de aumentar 20% o volume de concessão de crédito para a compra da casa própria no ano de 2012 na comparação com o ano passado.
A previsão inicial, em janeiro, era de um aumento de 14%. Em 2011, o banco liderou R$ 6,1 bilhões em crédito para a aquisição de um total de 88,931 unidades. As novas regras começam a valer a partir de 11 de junho.
De janeiro a maio deste ano, a Caixa liberou R$ 2,7 bilhões em financiamentos imobiliários para 31.958 unidades. No mesmo período do ano passado, foram R$ 2,1 bilhões para 32.948 unidades. Neste período, o crescimento verificado já atingiu 28,57%.
No País todo, o crédito atingiu 35,8 bilhões e 417.580 unidade. Para o ano, a expectativa é atingir R$ 90 bilhões. O gerente regional da Caixa, Vilmar José Smidarle, disse que o crescimento de 20% esperado para o ano deve ocorrer em função da redução de juros anunciada em 9 de maio, do aumento do prazo para 35 anos de novo corte de juros divulgado nesta última semana.
Segundo ele, com os juros menores, a pessoa que vai comprar a casa própria consegue financiar um valor maior. Por exemplo, um casal que tenha renda familiar de R$ 10 mil conseguia financiar em 30 anos um total de R$ 267 mil. Com o prazo de 35 anos, esse valor sobe para R$ 280 mil. E, caso a mesma pessoa opte por receber o salário pela Caixa, os juros são menores, o que permitiria financiar um total de R$ 303 mil.
Os juros agora são de 8,85% ao ano mais TR, contra os 9% antes das novas regras para imóveis financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) ou seja, com valor de avaliação até R$ 500 mil. Se o mutuário for cliente ou receber salário pela Caixa, a taxa poderá chegar a 7,8%. Fora do SFH, o consumidor terá um refresco menor, já que os juros passarão de 10% para 9,99% ao ano. Também nesse caso, a variação pode chegar a 8,9% dependendo do relacionamento com a instituição. Todos os percentuais são acrescidos de Taxa Referencial (TR).
Smidarle disse que, em muitos casos, as pessoas não ficam morando 35 anos na mesma casa. Com 35 anos, é possível ter um acesso melhor à moradia.
O advogado Anselmo Hess vai comprar um apartamento com a namorada no bairro Alto da Glória em Curitiba. P imóvel custa R$ 190 mil e eles pretendem financiar 80% do valor. O contrato deve ser assinado depois que entrarem em vigor as novas regras anunciadas pela Caixa. "A redução de juros é sempre benéfica", disse. Apesar da ampliação do prazo, eles vão optar por financiar em 30 anos.
No País
O Banco Central registrou um crescimento de 43,88% no saldo do setor habitacional e imobiliário de janeiro a abril deste ano na comparação com o mesmo período de 2011, passando de R$ 595 bilhões para R$ 856 bilhões. No mês de abril sobre março, o crescimento foi de 2,3%. Os números consideram o crédito imobiliário concedido por todos os bancos do País.
Neste ano, o concessão de crédito também vem ocorrendo em números crescentes. Em janeiro foram R$ 205 bilhões, em fevereiro R$ 210 bilhões, em março R$ 217 bilhões e, em abril, R$ 222 bilhões.